É difícil nos dias de hoje uma mãe não andar com o coração nas mãos. Se é sabido que quando és mãe o teu coração bate fora do peito, hoje em dia, ele até de pacemaker precisa.
O video que circula nas redes é para lá de alertante e se eu já vivo em sobressalto estas coisas provocam-me pequenos AVC de minuto a minuto, decidi então, falar-vos da situação que tenho em casa.
Meu MiniHe tem sido o bombo da festa na escola, ou vem com o pescoço queimado por uma corda (estávamos a brincar e prenderam a corda ao meu pescoço, diz-me), ou vem com a cara pisada (estávamos a brincar e empurraram-me contra um poste, diz-me), ou vem com o rabo pisado porque o empurraram contra um banco de pedra, ou vai parar a enfermaria porque lhe bateram nas costas e ficou com falta de ar... (entre tantas outras)
Na proporção do video isto pode até ser nada, mas é, é em minha casa é com os meus e eu fico doente de raiva e de frustração de não poder estar com ele 24h.
O Mr.Husband foi à escola, falar com a coordenadora para estes "acidentes" acabarem de uma vez. Tivemos um enorme pedido de desculpas e a promessa que serão minimizados estes episódios (simplesmente não acredito nisso). Falam em falta de auxiliares, em sobrecarga dos profissionais. Olé estado, olé.
Triste é que o menino que lhe bateu não teve qualquer castigo , "desculpe, esqueci-me dizia a coordenadora, hoje, ele fica sem recreio".
À saída da escola, Mr.Husband encontrou o menino e o pai, sem papas na língua foi falar com o pai do puto. Para o pai a situação era novidade e ficou incrédulo, porquê? Porque no ano passado, o bombo da festa era o filho dele !
Ainda assim acho que é preferível ir ele à escola, porque nestas coisas baixa em mim a sopeira e eu não me seguro.
É uma bola de neve, num ano levas no outro mudas e dás tu! Como parar isto? Não sei.
E o sufoco na garganta ? É indescritível.